Carlota tem origem no alemão antigo Charal que, mais tarde, evoluiu para Karl, mas chega-nos através do latim Carolus e, mais concretamente, pelo italiano Carlotta, significando "forte" ou "livre". Na minha opinião, estamos perante o nome português feminino com mais estatuto. Para mim, mais do que um nome, Carlota é quase um logótipo de uma marca de luxo, por tudo aquilo a que o associo.
Em 2011, quando acedi pela primeira vez à lista completa de registos, tive uma enorme surpresa ao perceber que o nome estava na 40.ª posição do
ranking, com 248 registos e, ainda hoje, olhando novamente para aquela lista, este resultado parece-me quase inacreditável. Em 2012, Carlota baixou para os 199 registos e para a 44.ª posição, sendo ultrapassado, por exemplo, por Benedita e Ema, mas, ainda assim, é fenomenal.
Carlota não integra o meu lote de nomes preferidos mas não é isso que provoca o meu espanto, e sim as reacções adversas que o nome costuma provocar. Estes números fazem com que Carlota pareça bem mais consensual do que sempre supus. Carlota usa-se há centenas de anos em Portugal e não tenho forma de comprovar o que vou dizer a seguir, até porque apostaria na sua estabilidade mas, olhando para os nomes que estão mais na moda hoje em dia, diria que é possível que Carlota seja mais popular agora do que há duas ou três décadas, já que parece fazer muito mais sentido junto de Leonor e Matilde do que junto de Inês, Sara, Carla, Sara, Paula ou Anabela.
Atualização
Hoje já possuo dados que confirmam a ideia de que este é o momento de maior popularidade de Carlota desde 1990. O nome entrou no top 100 em 1998 e entrou no top 50 em 2005. Em 2011 teve um pico de registos, ultrapassado a barreira dos 200, o que só se viria repetir em 2014, passando de 168 registos em 2013 para 230 em 2014.